Nossa história

“Eu tenho um sonho; um Sonho Europeu!”

-Arnold Smeink, Diretor Geral

História

A minha carreira no ramo da empregabilidade começou em 1986. Em 1991, tornei-me num empreendedor independente neste setor. Em 2008 decidi mudar-me para Espanha com a minha família. No entanto, o meu negócio era na Holanda o que significava ter de estar a viajar constantemente de um país para o outro. Em 2011, os efeitos da crise financeira tornaram-se evidentes e eu comecei a focar-me no meu futuro enquanto empreendedor e, para além de quer garantir a continuidade da minha empresa, tinha também o desejo de desenvolver a minha visão de o que são os serviços de empregabilidade internacionais. Em 2012, decidi regressar à Holanda e, com a ajuda financeira de um bom amigo, comecei a tentar fazer do meu sonho a realidade.

Sonho

2011. Enquanto vivi em Espanha conheci a Monica, uma Enfermeira holandesa que estava a viver em Espanha com a sua família. A Monica confrontou-me com o crescente número de Enfermeiros espanhóis desempregados e com a sua elevada formação, o que me fez pensar numa possível solução. Cedo ficou claro para mim que havia também uma escassez iminente de Enfermeiros no setor de saúde holandês. Fui informado que a Holanda não estava a formar Enfermeiros suficientes devido aos requisitos rigorosos de acesso ao curso de Enfermagem. Isto, juntamente com o fluxo de Enfermeiros mais velhos da geração “baby-boom”, fez-me compreender as razões por detrás da escassez de enfermeiros no setor de saúde holandês. O que me fez ver potencial nos Enfermeiros espanhóis e permitiu-me compreender as possíveis implicações de empregar estes Enfermeiros na Holanda. A Monica explicou-me tudo o que eu tinha de saber sobre as condições de trabalho desta geração de Enfermeiros espanhóis esquecida: a carga de trabalho, o nível de formação, as diferenças culturais, o registo da profissão, o contacto direto entre os Enfermeiros e os pacientes e o sistema hierárquico entre os Enfermeiros e os Médicos. Em suma, informações úteis e valiosas. Por isto, quando falei pela primeira vez com alguns desses Enfermeiros fiquei sensibilizado com as suas motivações, habilidades e conhecimentos e pela forma calorosa, empática e humildade com que falaram comigo.

Estas pessoas simplesmente não podem e não devem se tornar numa “geração esquecida”. E este pensamento motivou-me a utilizar os contactos que eu tinha mantido na Holanda e a lhes mostrar o que os Enfermeiros espanhóis poderiam trazer para o sistema de saúde holandês. Assim, ao criar uma ponte entre duas situações insustentáveis em duas partes diferentes da Europa, eu conseguia ajudar as pessoas em ambos os países: os jovens talentosos em Espanha e as organizações do sistema de saúde holandês. O meu sonho tornou-se realidade!

Fazer o meu sonho tornar-se realidade, rapidamente se tornou muito difícil. Eu senti que estava novamente nos anos 80 quando ainda tinha de explicar quais são os benefícios de proporcionar condições de trabalho flexíveis nas empresas. Pensar a nível europeu ainda não fazia parte da mentalidade do sistema de saúde holandês. Contudo, como empreendedor é importante lembrar que a persistência compensa. A ideia de empregar Enfermeiros estrangeiros no sistema de saúde holandês não era uma novidade. Muitas organizações tinham tentado a sua sorte, mas nenhuma tinha sido bem-sucedida. Estes Enfermeiros vinham de países como as Filipinas, a Indonésia, a Polónia, a Hungria, a República Checa, a Irlanda e a África do Sul. Crucialmente, a razão pela qual estas iniciativas não tiveram sucesso foi porque aqueles Enfermeiros foram contratados sem previamente terem um curso de língua ou uma capacitação linguística. Os cursos na cultura holandesa eram não providenciados com frequência. E, sem estes, parecia que a comunicação entre os Enfermeiros, os pacientes e as organizações se mostrava bastante difícil, levando, muitas vezes, às saudades de casa.

A chave para alcançar aquilo que eu pretendia, portanto, parecia estar inerente em fornecer um curso de idioma e cultura que permitisse aos Enfermeiros entenderem qual o seu futuro ambiente de trabalho e os seus empregadores: tudo o que eles precisavam para terem uma carreira de sucesso na Holanda.

European Multi Talent Group

Por isso, eu tinha de encontrar um nome para a minha empresa que incorporasse a minha ambição, e acabei por escolher “European Multi Talent Group“. “European” porque quero promover o princípio europeu da livre circulação dos trabalhadores, independentemente do país onde o indivíduo recebe e onde decide gastar o seu ordenado. “Multi” como uma referência ao nome da minha primeira empresa “Multi Job”. “Talent” para transmitir a mensagem de que cada ser humano é único devido aos seus talentos. “Multi Talent” devido à excelente educação que os Enfermeiros do sul de Espanha recebem que os possibilita de, agora, colocarem em prática as suas habilidades.

O início

Comecei à maneira antiga: viajando de cidade em cidade. Pioneiramente organizando feiras de emprego em várias cidades de Espanha, introduzindo localmente as minhas ideias, tentado uma aproximação com o Governo. Fui encontrando vários problemas pelo caminho. Juntamente com o meu antigo agente de Espanha, convencemos alguns Enfermeiros a virem para este país de baixa altitude chamado de Países Baixos. A EMTG, enquanto empresa, estava a ganhar forma. Nós começamos com o curso de língua e cultura holandesa pelo Skype, e a primeira turma formou-se em 2013 em Jávea, Espanha. Preferimos formar os Enfermeiros em Espanha em vez de os trazer imediatamente para a Holanda, mas a minha ideia sempre foi de os trazer a todos gradualmente para cá. Como o holandês é uma língua complexa e difícil, eu pensei que seria melhor para os Enfermeiros aprenderem a nova língua no seu próprio contexto. Deste modo, haveria uma mudança gradual do meio ambiente e do contexto das suas aprendizagens. E assim, a European Multi Talent Group começou a funcionar como eu a tinha imaginado.

Depois do verão de 2013, os primeiros Enfermeiros vieram para a Holanda. Todos juntos, e com a ajuda de uns antigos colegas, preparámos todas as comodidades necessárias: o coaching relacionado com o trabalho, o BIG registo e até acompanhamos alguns Enfermeiros para os hospitais durante a noite.

O desafio

Mas, no início de 2014, vivemos uma grande reviravolta. O governo holandês decidiu fazer cortes no sistema de saúde e reorganizar as suas finanças, o que provocou uma imensa incerteza em quem trabalhava na área da saúde. Como resultado, muitos trabalhadores e, entre os quais Enfermeiros, perderam os seus trabalhos. Enquanto isso, nós na EMTG tivemos de continuar a pagar os vencimentos. Contudo, esta situação tornou-se insuportáveis e os Enfermeiros foram forçados a voltar para Espanha. Tivemos de pôr fim aos contratos permanentes e, por isso, o projeto de trazer os Enfermeiros espanhóis para a Holanda ficou completamente estagnado.

Contudo, eu sabia que, no fundo, as coisas dariam certo. Continuava a haver necessidade nos cuidados de saúde e eu acreditava que, em breve, seriam novamente precisos profissionais nesta área. Portanto, foi muito importante manter os meus contactos internacionais e informá-los da situação. Paralelamente, fui preservando os meus contactos com várias empresas que prestam cuidados de saúde na Holanda e ajudando freelancers a retomarem a condições de trabalho adequadas. Desta forma, eu mantive uma forte ligação com o setor de saúde holandês que eventualmente notou que a situação estava a melhorar.

Na segunda metade de 2016, as empresas de cuidados de saúde começaram a demonstrar o seu interesse no meu projeto e eu comecei a reconstruir a minha rede de contactos de agentes e professor. Num humilde escritório em Naarden, comecei com um empregado que era responsável pelas redes sociais e pela produção de conteúdo.

Língua e cultura holandesa

A partir de 2017, a procura de Enfermeiros começou a crescer tão intensamente que eu enfrentei o desafio de contratar mais empregados e de mudar para um escritório maior, perto da estação de comboios de Naarden-Bussum. Sem que eu desse conta, estávamos em setembro de 2018. Agora a nossa equipa na Holanda consta com 13 colegas, todos bastante experientes nas suas áreas. Noutros países europeus temos 16 empregados a trabalhar para a EMTG; uma equipa internacional de professores vindos de Espanha, Itália, Portugal, Holanda e ainda um dos Estados Unidos.

Em setembro de 2017 fundámos um centro de formação de língua e cultura holandesa, em Jávea Espanha. As premissas consistem numa vila, onde os candidatos vivem e convivem, e num campus de formação. Começámos com três professores e, desde junho de 2018, temos sete professores qualificados que são liderados por uma Diretora muito experiente. Os candidatos recebem um curso de língua intensivo durante 13 semanas. Muito intensivo e, também, muito eficaz. Temos também dois coachs no local que preparam os Enfermeiros para as suas novas vidas na Holanda. Temas como a cultura, o comportamento, as condições de vida, os salários, a identidade, os protocolos, o poder da empatia e o lazer são abordados através de conversas e workshops individuais. Este ano, a EMTG terá um crescimento de 30 candidatos para 100 candidatos por ciclo de 13 semanas. Estes candidatos são Enfermeiros talentoso que chegam de Itália, de Portugal, de Espanha e do Reino Unido.

Depois de 13 semanas em Espanha, os Enfermeiros vêm para a Holanda e, neste momento, dominam suficientemente bem a língua holandesa (nível B1 do CEFR) para trabalharem num contexto holandês. A aprendizagem da língua continua na Holanda e é feita pelos nossos professores com o objetivo de ajudar os Enfermeiros a passar no exame de holandês de nível B1 avaliado pelo DUO.

A chegada dos Enfermeiros à Holanda é preparada em conjunto com os nosso clientes, que representam o futuro local onde os Enfermeiros irão trabalhar. A cada empresa de cuidados de saúde e ao grupo de Enfermeiros é atribuído um coach que os ajudarão nesta preparação. Eles vão buscar os Enfermeiros ao Aeroporto, ajudam a organizar as suas casas, orientam ao longo dos processos administrativos e governamentais da Holanda, escutam os Enfermeiros, explicam os protolocos laborais e os seus procedimentos e ajudam em como desfrutar do tempo livre no nosso bonito país.

Objetivo

O meu sonho tornou-se finalmente realidade e todos os dias continuamos a satisfazer os desejos dos nossos Enfermeiros, pacientes e parceiros. Ninguém é deixado para se defender sozinho. Na EMTG, queremos prestar um serviço personalizado e dar atenção a cada pessoa. Os nossos clientes, as empresas e organizações de cuidados de saúde, estão todas muito satisfeitos com a motivação dos seus novos colegas. Contudo, nós não queremos parar por aqui. No futuro, a EMTG visa proporcionar estas mesmas oportunidades a muitos mais Enfermeiros e, portanto, nós vamos continuar a investir em melhorar o nosso setor de cuidados de saúde e a formação dos nossos Enfermeiros. O lema do norte da Europa de “aprendizagem ao longo da vida” é algo que ainda não é bem conhecido no sul da Europa, e isso representa um novo desafio para nós na EMTG. Nós queremos que os nossos enfermeiros invistam academicamente em si e, por isso, o nosso objetivo é ajudá-los a se tornarem Enfermeiros especializados, facilitando cursos e criando novos empregos no setor da saúde.

Desta forma, estaremos a evitar que se perca uma geração de Enfermeiros europeus qualificados e alcançamos a minha visão europeia. Portanto, ao colmatar a barreira no idioma e na cultura entre os nossos enfermeiros, os nossos pacientes e os profissionais de saúde, o meu sonho finalmente se tornou realidade.

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